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Arizona apela de bloqueio de parte da lei de imigração e protestos seguem

EPA

Jul 30, 2010

Phoenix (EUA), 29 jul (EFE).- O estado do Arizona apelou nesta quinta-feira perante um tribunal federal contra o bloqueio das partes mais polêmicas de sua lei de imigração conhecida como SB 1070, enquanto mais de 40 ativistas que protestavam contra a medida foram presos em Phoenix.

A apelação, anunciada pela Governadora republicana Jan Brewer logo após a divulgação da sentença da juíza Susan Bolton e apresentada a meio-dia de hoje, pede que o bloqueio seja levantado para que a medida possa ser aplicada em sua totalidade desde hoje mesmo.

Em comunicado, Brewer, afirmou: "hoje apresentei uma apelação de urgência para pedir ao Tribunal que levante o bloqueio imposto pela juíza Bolton contra certas partes da SB 1070 e que permita que essas seções entrem em vigor enquanto se decidem os méritos do caso".

Se o caso chegar até a Suprema Corte, como ameaça Brewer, abriria uma frente legal sobre a soberania dos Governos estatais e o Governo federal, encarregado de fazer cumprir as leis de imigração.

Enquanto o recurso perante o 9º circuito de apelações de San Francisco (Califórnia) era apresentado, em Phoenix continuaram os protestos em que os manifestantes exigem uma reforma migratória integral.

Um primeiro grupo de manifestantes, incluindo ativistas da Califórnia, marchou desde o tribunal federal, onde Bolton emitiu sua decisão, até a Prefeitura e o edifício Wells Fargo, que abriga o escritório do xerife do Condado Maricopa, Joe Arpaio.

Entre os primeiros presos está o ex-legislador estadual Alfredo Gutiérrez.

O cubanoamericano Jorge Mursuli foi preso junto a outros que tentavam bloquear a rua Washington Street.

"Estou aqui para apoiar nossos irmãos e irmãs no Arizona, para protestar contra esta lei discriminatória e antiamericana. Sou cidadão e esta lei é uma ofensa para todos os latinos", disse à Agência Efe Mursuli, presidente do grupo Democracia EUA.

Sob forte vigilância policial e seguidos pela imprensa nacional e internacional, os ativistas gritaram palavras de ordem. Seus gritos competiam com o barulho do trânsito, de sirenes da patrulha policial, e de um helicóptero que sobrevoava a área.

Após a sentença de Bolton, por exemplo, a Polícia, ao prender alguém por qualquer infração, não poderá prender uma pessoa que suspeite que é um imigrante ilegal.

Essa decisão "é uma vitória parcial e não soluciona os problemas que seguem existindo... o abuso de poder não vai terminar porque se suspendeu parte da lei", disse Mar Cárdenas, uma ativista da Califórnia, à Efe.

"Tudo o que está acontecendo é consequência de um problema de raiz, que é a falta da reforma" acrescentou.

Outro grupo se acorrentou em frente à prisão do condado, enquanto outras centenas de ativistas tinham previsto se manifestar no Capitólio estatal.

Arpaio ameaçou prender aqueles que tentassem bloquear o acesso à prisão.

Além disso, ordenou para hoje mesmo outra batida em um setor latino da capital, a 17ª ação policial contra os imigrantes ilegais desde março de 2008.

Enquanto Bolton estuda o conteúdo das sete demandas que há colocadas contra a lei SB 1070, as pessoas contrarias a medida concentram suas esperanças em que o Congresso aprove uma reforma este ano.

A Lei SB 1070 dividiu os moradores do Arizona: os que a apóiam acham que ela é o antídoto para combater a imigração ilegal e a criminalidade; seus detratores consideram que a satanização dos estrangeiros não corrige o maltratado sistema de imigração.

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